domingo, 4 de julho de 2010
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
1º Navio Vertical do Mundo
A estação terá 51 metros de altura e contará com uma parte submersa e outra para fora da água
Foto: BBC Brasil
Um arquiteto francês apresentou publicamente o protótipo do que deve ser o primeiro navio vertical do mundo e que deve possibilitar ao homem uma nova maneira de explorar o fundo do mar. Jacques Rougerie, de 64 anos, diz que sua invenção, uma estação oceanográfica batizada de SeaOrbiter, será realidade "em um futuro próximo".
Ele afirma já ter metade dos 35 milhões de euros necessários para a construção da estrutura, que, ao contrário das atuais estações submarinas, será móvel e poderá navegar pelos oceanos.
"Atualmente, os oceanógrafos só podem mergulhar por curtos períodos de tempo e depois têm de ser trazidos para a superfície. É como se fossem levados para a Amazônia e depois tirados de lá em um espaço de uma hora", comparou. "O SeaOrbiter vai oferecer uma presença móvel permanente com uma janela para tudo o que está abaixo da superfície do mar."
Plataformas
Segundo o projeto de Rougerie, a estação terá 51 metros de altura e contará com uma parte submersa e outra para fora da água. Equipamentos de navegação e comunicação ficarão acima da superfície, juntamente com uma plataforma de observação.
Os cientistas viverão debaixo d'água e haverá uma plataforma pressurizada de onde mergulhadores poderão partir em missão. O projeto conta ainda com a consultoria de Jean-Loup Chrétien, o primeiro astronauta da França, que está envolvido no design da estação.
O sistema anti-colisão da estrutura é baseado no que é atualmente utilizado na Estação Espacial Internacional. Rougerie, que dirige um carro-anfíbio, vive e trabalha em um barco e já passou 70 dias em uma expedição submarina, disse que as chances de o SeaOrbiter ser realmente construído "são de 90%".
Um grande estaleiro francês já assinou sua participação no projeto, que também ganhou o apoio do presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Via: Terra
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
ESA registra desaparecimento da parte sul do Mar de Aral

Imagens captadas pelo satélite Envisat, da ESA, agência espacial europeia, registraram o processo de desaparecimento de parte do Mar de Aral - situado na Ásia Central, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão -, que já foi um dos quatro maiores mares da Terra. Cientistas estimam que a capacidade da parte sul do Aral tenha sumido por completo até 2020. As informações são do jornal espanhol El Mundo.
Há três anos, o Aral já havia sofrido uma grande diminuição em seu tamanho, mas de 2006 para cá, ele se tornou pouco mais do que alguns lagos dispersos. O clima também sofre com o desaparecimento gradativo devido à função reguladora que os mares possuem. A temperatura na região tem sido mais fria no inverno e mais quente no verão.
Uma das possíveis causas do desastre foi a utilização da água dos rios que desembocam no mar para irrigação de cultivos. O sumiço da água deu lugar a um deserto de 40 mil km² que passou a ser chamado de Aral Karakum.
No final dos anos 1980, o Mar de Aral já havia se dividido em dois: o Aral Pequeno ao norte, no Cazaquistão, e o Aral Grande ao sul, com forma de ferradura e compartilhado por Cazaquistão e Uzbequistão. Até 2000, foi a vez do Aral Grande se dividir em duas partes: a oeste e a leste, esta última registrou perda de 80% da capacidade de água.
O governo do Cazaquistão e o Banco Mundial mobilizaram esforços para salvar a parte norte, construindo um dique na região sul que ajudou o nível de água a recuperar 4 m.
Via: Terra
quarta-feira, 27 de maio de 2009
ISS fotografa estranhos círculos no gelo de lago russo

Apesar do aparecimento de círculos não ser algo novo - outros aparaceram em 1985 e 1994 -, a origem do seu desenvolvimento ainda é desconhecida. Segundo especialistas, a camada sólida do lago pode se quebrar à noite e voltar a congelar na manhã do outro dia.
No mês de abril, o fenômeno pode ser visto com mais freqüência, aparecendo quando a cobertura de gelo se forma e desaparecendo quando o gelo derrete. O aspecto da camada sólida visto na foto parece frágil, mas os especialistas garantem que o gelo se mantém forte até o final de junho.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Novo disco pode ter capacidade 10 mil vezes maior que DVD
Os pesquisadores, que assinaram um acordo com a Samsung Electronics, disseram que a técnica permitiu que armazenassem 1,6 terabytes de dados em um CD que potencialmente poderia, um dia, armazenar até 10 terabytes. Um terabyte suficiente para armazenar cerca de 300 filmes de longa-metragem, ou 250 mil músicas. "Nós conseguimos demonstrar como material nanoestruturado pode ser incorporado a um CD para aumentar a capacidade de dados, sem aumentar o tamanho físico do CD", afirmou Min Gu, que trabalhou na pesquisa, em uma declaração.
"Estas dimensões a mais são a chave para a criação de CDs com super capacidade", acrescentou. Atualmente, os discos têm até três dimensões espaciais mas, usando nanopartículas, os pesquisadores dizem ter conseguido incluir uma dimensão espectral - ou colorida - além da dimensão de polarização.
Os pesquisadores, que publicaram suas descobertas na revista Nature, criaram a dimensão colorida ao inserir nanobastonetes de ouro na superfície dos CDs. Como a reação das nanopartículas à luz depende de sua forma, isso permitiu aos pesquisadores que registrassem informações de um série de diferentes comprimentos de onda de luz sob o mesmo ponto do disco.
Os DVDs atuais são gravados sob apenas um comprimento de onda de luz, usando um laser, disseram pesquisadores. Os pesquisadores também criaram uma dimensão extra usando polarização, uma técnica em que se projeta ondas de luz sobre o disco para gravar diferentes camadas de informações em diferentes ângulos.
Pesquisador segura o novo DVD, capaz de armazenar mais de 2 mil filmes
quarta-feira, 1 de abril de 2009
| | |
...é medida pela Escala Modificada de intensidade de Mercalli.
Os números da escala referem-se aos efeitos produzidos:
01. Muito ligeiro. Sentido apenas por instrumentos de medição.
02. Sentido apenas por pessoas em descanso.
03. Sente-se como se fosse " a passagem de trânsito".
04. O mobiliário e as janelas "tremem".
05. Pode ser sentido no exterior. Os relógios param, as portas oscilam.
06. O mobiliário desloca-se. As paredes "racham".
07. As pessoas são derrubadas. Nas paredes, abrem-se fendas e podem até cair.
08. Caem chaminés e estátuas. Os edifícios oscilam nas fundações.
09. Grandes danos nos edifícios. Abrem-se enormes fendas no chão.
10. A maior parte dos edifícios, são destruídos. Ocorrem abatimentos de terras. A água dos rios e lagos pode transbordar.
11. As vias (Estradas e Caminhos-de-Ferro) ficam totalmente destruídas.
12. Não fica um único edifício de pé.
"Sismos que ficaram na História"
China, 1556, Shansi: Morreram mais de 800 000 pessoas.
Portugal, 1755, Lisboa: Morreram mais de 60 000 pessoas e as ondas de choque sentiram-se em locais tão distantes como... a Noruega.
EUA, 1906, São Francisco: A cidade ficou completamente destruída.
Japão, 1923, Tóquio: 570 000 edifícios caíram.
Chile, 1977, Lebu: O terramoto mais forte jamais registado.
URSS, 1988, Arménia: Morreram 45 000 pessoas, 20 000 ficaram feridas, 400 000 desalojadas e três cidades ficaram completamente destruídas.
Via:Pangea
sábado, 14 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Cientistas encontram tecido cerebral de 300 milhões de anos em peixe
O tecido foi recuperado de uma bolha dentro da caixa craniana do fóssil de um precursor extinto das quimeras, conhecido como iniopterygian, e foi achado no Estado americano do Kansas.
Em artigo na revista "Proceedings of the National Academy of Science", os pesquisadores afirmaram que a descoberta abre um novo caminho para o estudo da evolução dos peixes e do desenvolvimento do cérebro em animais vertebrados.
Modelo em 3D do crânio do iniopterygian |
O bicho é precursor das atuais quimeras |
Segundo os cientistas, o órgão era simétrico e tinha dimensões milimétricas |
'Bizarro'
Com a ajuda de técnicas de tomografia, cientistas do European Synchrotron Radiation Facility, em Grenoble, na França, criaram um modelo em 3D do que seria o cérebro do iniopterygian encontrado.
Segundo os cientistas, o órgão era simétrico e tinha dimensões milimétricas. Como ocorre em muitos vertebrados pouco desenvolvidos, o cérebro desse peixe parava de crescer, enquanto a caixa craniana continuava se expandindo.
Além disso, o cérebro também apresentava um grande lóbulo relacionado à visão e uma pequena secção destinada à audição. A presença de canais de audição em um plano horizontal também permitiu aos cientistas entender que o animal podia detectar movimentos laterais, mas não verticais.
No início da era paleozoica, o peixe já apresentava características bastante peculiares, como o crânio gigante, dentes dispostos em fileiras, uma cauda "armada" com uma clava, e enormes nadadeiras peitorais dotadas de espinhos ou ganchos em suas pontas. A maioria tinha em média 15 cm de comprimento.
"Até hoje, não conhecíamos nada disso, e se trata de um animal realmente bizarro", afirmou John Maisey, curador de paleontologia do Museu Americano de História Natural, em Nova York, e também autor do artigo.
"Mas agora sabemos que podemos procurar por mais cérebros em fósseis muito antigos e começar a entender melhor sobre eles", disse Maisey. "A evolução cerebral é crucial na história dos vertebrados."
