terça-feira, 17 de julho de 2007

A Olimpíada é nossa !!!


Terra Magazine - Marcio Alemão


Depois da festa de abertura do Pan, Nuzman e sua turma já podem começar a pleitear alguns bilhõezinhos para 2016, que se transformarão em muitos bilhões porque essa coisa de fazer estádios e conjunto habitacional para atleta de passagem é sempre uma caixinha de surpresa. Acreditem: esse Pan já está fadado ao sucesso. Ninguém ouvirá da boca de ninguém uma crítica.



Sugestão imediata: Brito Junior, da Record, poderia ser o mascote do Pan. Muito curioso. Brito não é novinho. Não achei que pudesse se transformar nesse símbolo de exaltação pan-verde-amarela. Despejou pérolas da mais insólita qualidade durante toda abertura. Com relação ao atraso, mandou: "Tem importância? O público brasileiro está sempre pronto para festa, em qualquer hora." Pois é. Poderia ter ficado quieto, assim como todos os apresentadores poderiam ter ficado mais quietos. "Agora o garoto está tocando o tambor e agora, vejam, o garoto sorriu e continuou a tocar o tambor."



Mais uma espetacular da Rede Mascote Record: fora do estádio, o repórter pergunta para um rapaz na fila: "O que você está achando da segurança do Rio de Janeiro?" E o camarada sorri: "Demais!" Taí! A solução para todos os problemas do Rio é o Pan. O ambicioso Nuzman e sua turma deveriam pensar nisso. Um eterno Pan no Rio.


O atraso foi normal. Todo mundo foi pego de surpresa pelo trânsito e aquela parte da promessa, a de investir na melhoria do transporte e quetais, ainda não deu para cumprir, mas com 200 bilhões a mais, até 2014 tudo estará resolvido. Aliás, que coisa mais feia e estranha e injusta vaiarem o presidente Lula. Não fosse ele os jogos não teriam acontecido.






Eu, no lugar dele, não teria liberado nem mais um centavo para os organizadores e os colocaria sob custódia até explicarem tudo direitinho. O sambinha moderno oficial não me entusiasmou. Não sei se ver Arnaldo Antunes de gel e bermuda me influenciou.



Achei péssima a idéia de dar ao hino uma interpretação. O hino, em estádio, é para ser cantado pelos milhares. E via-se, quando a câmera atirava aqui e alí, que tinha muita gente tentando cantar, acompanhar, mas o tédio profundo da versão emocionada não permitia. Ao menos deveriam ter deixado a segunda parte normal, pra galera cantar. Na contramão do tédio emocionado, tivemos a euforia sem limites de Vanderlei Cordeiro. Quase torci para que o padre irlandês surgisse.




Mas foi uma bonita festa. Mas vamos combinar que saber realizar um Pan não é o mesmo que saber realizar uma festa de abertura. Aguardemos. E para quem tem saudades da Tv Jovem Pan, que transmitia grandes jogos entre colégios do interior, o handebol feminino do Pan tem muito a ver.



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